terça-feira, 6 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de agosto de 2011

O que não tem servido para mim, não serve para você?
Quantas vezes temos alguns pertences que não utilizamos mais e de repente pensamos em desfazê-lo ou até mesmo doa-los. Há pessoas que são tão egoístas que preferem usar tal objeto ou vestimenta, até não estar mais digno de uso e pretendem dar a quem necessite. Por que às vezes temos este sentimento? Porque não utilizarmos da generosidade que em nós habita?
quinta-feira, 28 de julho de 2011

Muito se discute a respeito da origem da vida no planeta Terra. Seja ele de qualquer natureza vale lembrar que o homem tem se corrompido e deturpado todo planeta, e acima de tudo possui a mesma natureza. Pensar de forma global é entender os interesses pessoais e associa-los aos interesses globais. Se o interesse pessoal, é razão da existência, logo cai em descrédito o interesse do outro, assim temos desigualdades, desinteresse, descuido e intolerância. Sabemos que não é possível resolver todos os problemas da humanidade, mas é possível contribuir para minimizá-lo.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
"Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição." Provérbios 11:22
Pensamento: Pegar o que é fisicamente lindo e profaná-lo é um pecado. É igual a desperdiçar um grande talento ou dom que alguém recebe para abençoar outros, mas não tem nem idéia por que Deus o deu. Não importa qual dom temos recebido, seja ele beleza física, talento atlético, intelecto, uma personalidade charmosa, ou qualquer outra coisa, devemos sempre lembrar que Deus nos abençoou com essas coisas para que abençoemos outros e O honremos!
Pensamento: Pegar o que é fisicamente lindo e profaná-lo é um pecado. É igual a desperdiçar um grande talento ou dom que alguém recebe para abençoar outros, mas não tem nem idéia por que Deus o deu. Não importa qual dom temos recebido, seja ele beleza física, talento atlético, intelecto, uma personalidade charmosa, ou qualquer outra coisa, devemos sempre lembrar que Deus nos abençoou com essas coisas para que abençoemos outros e O honremos!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Novos livros de alfabetização
A pesquisa situa-se no âmbito dos estudos sobre a alfabetização e o letramento, focalizando especificamente a escolha do livro didático de alfabetização a ser trabalhado com os alunos, por constituir-se como recurso pedagógico para orientação da prática dos professores quanto para a aquisição da leitura e escrita dos educandos. Entendemos com Soares (1998, 2003) que a alfabetização é o ato de saber ler e escrever, enquanto que o letramento, uma palavra recentemente utilizada na língua portuguesa, caracteriza o cidadão letrado, ou seja, que não só sabe ler e escrever, mas faz uso competente e frequente da leitura e escrita.
A escolha do livro didático como objeto de estudo se justifica por ser este um processo importante, sendo o livro a ferramenta que possibilita orientação aos professores, auxiliando os educandos no processo de aquisição da escrita. Dessa forma, a pesquisa tem o objetivo de identificar critérios utilizados pelas professoras da rede pública, na escolha dos livros didáticos de alfabetização, analisando o processo de utilização desses materiais didáticos de alfabetização, bem como as adaptações que são feitas para ajustar a proposta à realidade da sala de aula.
Utilizando a pesquisa qualitativa que é entender os fenômenos, segundo as perspectivas dos participantes da situação estudada, traduzir e expressar os sentidos do mundo social reduzindo a distancia entre teoria e dados, indicador e indicado, entre contexto e ação, assim pretende-se observar as práticas das professoras diante dos novos livros de alfabetização, que antes utilizavam as cartilhas como utensílio de alfabetização.
Buscando uma maior perspectiva de participação e escolha dos novos livros didáticos, para analisar a problemática foram pesquisadas as professoras de alfabetização, nas séries iniciais, da rede estadual e municipal de Montes Claros MG, sendo uma professora de rede estadual e duas da rede municipal, posto que em cada rede de ensino há uma proposta diferenciada.
Houve um impasse na coleta de dados, pois o período em que estava sendo realizada a pesquisa, as professoras da rede estadual de educação encontravam-se em greve, impossibilitando um maior e mais abrangente número de respostas das professoras estaduais. No entanto, foi possível a realização com uma professora da rede estadual, obtendo-se um resultado parcial. Foi pesquisada uma escola estadual e outra municipal, sendo que esta última está em processo de constituição e que após cinco anos de constituição poderá participar do processo de escolha dos livros.
Como instrumento para coleta de dados foi utilizado o questionário, contendo 10 questões fechadas. As professoras foram questionadas sobre escolha e utilização dos manuais didáticos, sendo instigadas a realizarem comparação entre as cartilhas de alfabetização e os novos livros didáticos, se estes são melhores do que as metodologias anteriormente utilizadas, de forma a fazerem avaliação dos novos livros.
Os processos de alfabetização e letramento são importantes para a formação das crianças, essa é a razão para saber quais métodos utilizados, processos didáticos e pensar o que as professoras tem inferido na metodologia utilizada pelo livro de alfabetização.
Contexto sócio-cultural e metodologias das cartilhas de alfabetização
Para compreendermos a metodologia das cartilhas de alfabetização é necessário entendermos o contexto em que estavam inseridas, ou seja, a realidade histórica sócio-cultural vivenciada pelas escolas em diferentes temporalidades. Conforme indicam estudos de Soares (2006), anteriormente no século XIX e início do século XX eram utilizados livros franceses que traziam uma contextualização européia e utilizada para uma especificidade de alunado, que eram oriundos das classes privilegiadas socialmente e culturalmente, sendo que o Brasil passava por sanções advindas da colônia portuguesa. A partir de 1808, com a criação da Imprensa Régia com a chegada da família portuguesa, há a impressão de livros no Brasil, no entanto era ainda uma produção limitada e precária. Por isso é que os textos e livros eram importados. Com a criação das Faculdades de Filosofia, a partir da década de 1930, é que propiciou o aparecimento de autores e editores.
A utilização das cartilhas, que surgiram no Brasil ainda no século XIX, cuja produção se ampliou nos anos 20 do século XX, muitas vezes se estendia por três a quatro décadas, atingindo números surpreendentes de edições e exemplares vendidos, como é o caso da cartilha do povo de Lourenço Filho, que segundo Soares teve sucessivas edições.
A abordagem tradicionalista implica em ensino mecânico e através da memorização, o ensino é centrado no professor que detém todo o conhecimento que deve ser repassado aos alunos. Assim os métodos apoiados no tradicionalismo terminam em métodos que sistematizam a escrita e leitura, recaindo na codificação e recodificação, excluindo sua compreensão.
No início do século XX, as cartilhas utilizavam de métodos sintéticos para alfabetização, como soletração e silabação, sendo métodos tradicionais de ensino. Segundo Carvalho, 2003, “o objetivo maior da soletração é ensinar a combinatória de letras e sons”. A concepção de aprendizagem da criança compreendia em aprender o nome da letra associando a forma visual da escrita, explorando consoante-vogal (ba, na, ma), vogal-consoante (al, ar, na), consoante-consoante-vogal (fla, bla, tra). A leitura era empregada em um segundo momento, sendo considerada difícil para a criança, devendo o professor partir de unidades simples, as letras, demonstrando que quando se juntam formam sons, e as silabas, que unindo forma as palavras, empregado na “Carta do ABC”. O método de silabação partia do pressuposto que a criança aprenderia as silabas para chegar as palavras, ba-be-bi-bo-bu, ta-te-ti-to-tu, va, vê vi, vo, vu, logo apresentando a palavras de três letras (vai, viu, vou), e algumas pequenas sentenças como “vovó viu a ave”, “vovô vê o ovo”, e outras do gênero, a exemplo a Cartilha da Infância, Galhardo (1979). Ambos métodos segundo Carvalho (2003) ainda são empregados no início do século XXI, encontrado em alguns livros como o livreto “Método ABC”. Os métodos são tradicionalistas, por considerar um método de memorização e mecanização, onde se dá por associação visual e auditiva, sendo de forma mecanizada, não concedendo importância para a significação.
O método de “A casinha feliz”, criado da década de 50 e amplamente em uso, utiliza-se da sentenciação, apoiando na criatividade e livre expressão das crianças. Quando Meirelles percebeu que as crianças esqueciam frases e palavras, devido ao fato de ficar alguns dias sem vê-las, ocorreu uma mudança, iniciou a apresentação das letras com personagens de uma história: papai(p), mamãe(m), neném(n), ratinho(r). Ainda assim, remeteu-se ao método de silabação, decorando as combinações de consoantes com vogais.
Com o movimento da Escola Nova no final do século XIX, inspirou transformações nas praticas educativas, assim o método global ganha força, objetivando a criança ter uma visão global de um texto e depois partir para os detalhes.
Apresentada a história completa, o texto é desmembrado em frases ou orações, que a criança aprende a reconhecer globalmente e a repetir, numa espécie de pré-leitura. A seguir, vem a etapa de reconhecimento das palavras (em geral, certas palavras aparecem repetidas vezes, o que facilita a memorização). Depois disso é que alcança a etapa de divisão das palavras em silabas e finalmente a composição de novas palavras com as sílabas estudadas. (Carvalho, 2003)
O método de contos, é analítico, não chegou a ser aplicado em ampla escala no Brasil, mas com apoio do governo do estado de Minas Gerais, Lúcia Casasanta, grande divulgadora do método, implantou largamente no estado. O método não previa a utilização de livro didático, contudo as alunas de Casasanta produziram o pré-livro “livro de Lili”, de Anita Fonseca, usado três décadas no estado, deixou de ser editado a partir da década de 60.
Segundo Morais e Albuquerque (2005), as cartilhas eram utilizadas como meio de alfabetização sistemática e mecânica, sendo totalmente tradicionalista, que posteriormente, já na década de 1990, passa a ser criticada pelos defensores da metodologia construtivista. As crianças eram submetidas à aprendizagem por memorização das informações prontas e as relações som-grafia.
Não podemos ignorar o conhecimento que as crianças já trazem de suas vivências em sociedade, pois elas têm noções, já que se é membro de uma sociedade letrada. Antes de entrar na escola ela já vem tendo contato com a escrita, pois convivem com propagandas, panfletos, outdoors, entrem outros. Porém quando falamos em alfabetização com cartilhas a situação é bem diferente, pois as cartilhas davam ênfase a decodificação l e grande importância ao abecedário, sendo a leitura feita através de exercícios de decifração de palavras, em que os alunos aprendiam as relações entre sons e letras seguindo a ortografia da época. Com as cartilhas a escola não conseguia alfabetizar mais de 50% de seus alunos. (ROCHA, 2007)
Em relação à questão, as professoras da rede municipal que investigamos afirmam que as cartilhas são pobres em conteúdos, não exploravam o contexto do aluno, priorizando somente a decoração e a decifração da escrita. Ao contrário, a professora da rede estadual afirma que as cartilhas possuem efeito no início da alfabetização, e que ela gostaria de as utilizar junto ao livro didático como meio para melhoria da alfabetização dos seus alunos. Todas as professoras concordam que o conteúdo das cartilhas eram “vazios”, longe da realidade dos alunos, reforçando a mecanização da atividade de leitura.
Segundo Morais e Albuquerque, as cartilhas “do ponto de vista psicolinguístico partia-se invariavelmente de uma visão adultocêntrica sobre o que é fácil ou difícil para o aprendiz” (2005 p211). O professor sabia quando e como seria a continuidade do processo de alfabetização, de acordo com as competências de seus alunos, em sua perspectiva.
Concepções e abordagens dos novos livros de alfabetização
Segundo Soares, para uma nova inserção das novas gerações na sociedade, os livros didáticos possuem papel importante para aquisição dos saberes escolares, pois estão formados em currículos. “Na escola o saber para ser ensinado, apreendido, avaliado sofre um processo de seleção, segmentação, organização em sequências progressivas, em síntese, didatizado, escolarizado.” (1996, p55). Daí a importância de a escola fazer escolha de livros adequados, que escolarizam conteúdos importantes para a formação dos alunos.
Sobre a questão, em nossa atividade de pesquisa, constatamos que o processo de escolha dos livros didáticos alfabetizadores é diferente entre as redes públicas de ensino. A escolha na escola estadual é feita juntamente com os professores, coordenadores e especialistas da educação, tendo um apoio pedagógico no processo. Na escola municipal as professoras disseram que a escola foi criada em 2007, e ainda não participa do processo de escolha dos livros, sendo que, conforme informado pelas professoras, é com cinco anos de constituição que se inicia essa participação.
A decadência da composição do livro didático é crescente segundo Soares (1996), por haver crescido o número de editoras que propõem em editar e confeccionar os livros. Nesse sentido, a autora considera que, se no início do século XX, os livros eram produzidos por autores ilustres, hoje, a autoria é de professoras das séries iniciais, assim modificando a formatação e os processos de didatização dos conteúdos. E com a expansão de alunos nas escolas, a democratização do ensino e a diminuição dos anos para utilização dos livros, os autores das cartilhas direcionaram o seu foco para outras tendências, ficando a cargo de professores e de poucos autores para a construção de conteúdos para os novos livros.
As professoras são as melhores pessoas para saberem qual a metodologia utilizada em sala de aula e, sobretudo, conhecem o contexto seja social, econômico ou cultural dos alunos. As professoras da rede estadual e municipal concordam que os novos livros não se adequam a realidade dos seus alunos.
As professoras municipais concluem que os conteúdos necessitam de serem adaptados e que algumas atividades ou textos as deixam “perdidas”. Como confirma Silva as professores procuram “adaptar as propostas dos livros de alfabetização às suas experiências com o ensino da língua escrita ora complementar a proposta do livro didático, tendo em vista as necessidades de aprendizagem que vão detectando em seus alunos e as limitações encontradas nas propostas pedagógicas dos livros” (2005, p187). A professora estadual diz ser tradicionalista e acredita que não deveria ser trabalhado somente com o livro, contudo apresenta que deveria ser usado como apoio ao trabalho docente.
Esse posicionamento da professora pode ser entendido no contexto da democratização do ensino, da expansão do alunado nas escolas e da depreciação da função docente, que leva as professoras a terem pouco tempo disponível para planejar sua atuação em sala de aula. Soares afirma que “isso obriga os professores a buscar estratégias de facilitação de sua atividade docente – uma delas é transferir ao livro didático a tarefa de preparar aulas e exercícios” (1996, p62). Com o uso das cartilhas os professores que investigamos buscavam meios para realização de exercícios. Com os livros didáticos os professores apoiam no que está pronto e às vezes tendem a mudar os exercícios, cabendo a preocupação relativa a qual qualidade está sendo empregada nessas escolhas e substituições feitas.
Segundo Frade, os professores utilizam os livros como material complementar, pois utilizam diversos modos e conjunto de métodos que contrapõem a didática individual e criam certo paradoxo: “alguns professores reconhecem que há livros de alfabetização para ler e livros de alfabetização para ensinar a ler e preferem os segundos” (2004, p182). Demonstrando assim a responsabilidade com a qualidade do ensino.
A respeito da qualidade dos livros utilizados pelas professoras, somente a professora da rede estadual pode avaliar, qualificando-o positivamente. Na concepção da professora, o que tem faltado aos livros é o “conteúdo que a gente necessita na alfabetização, que é o conteúdo das cartilhas”. A professora não explicitou realmente que tipo de conteúdo é esse, por se considerar tradicionalista, possivelmente acredita que a memorização seja o processo melhor para a aquisição da escrita. As professoras municipais não possuem livros em sua escola devido ao processo de constituição do estabelecimento ter sido em 2007, e somente após cinco anos estaria no processo de escolha dos livros. Desse modo, as professoras não puderam avaliar e utilizam conteúdos e atividades selecionadas de diversos livros.
Quanto ao ensino de crianças, diferentes estudos tem apontado que professores das series iniciais não seguem fielmente as propostas dos novos livros didáticos de alfabetização ou de português. Criticando os novos LD por não investirem no ensino do sistema de escrita alfabética, os professores pesquisados por Araújo (2004) e Oliveira (2004), preferiam definir sua própria sequência de conteúdos e estratégias de ensino, recorrendo, para tal, a variados LD e outras fontes como sugestões de colegas, práticas já experimentadas previamente, que lhes inspiravam mais segurança”. (MORAIS e ALBUQUERQUE, 2005,p207)
Os professores que investigamos criticam a produção dos livros, que é realizada no centro-sul do país, desconsiderando a abrangência e especificidade da cada região, sendo utilizados textos para contemplar as culturas e costumes locais. Segundo Silva,
"selecionar é uma estratégia de natureza específica do trabalho escolar, do discurso e da mensagem que são produzidos pela escola. Essa estratégia adotada pelos profissionais participantes da pesquisa indica-nos como a proposta dos livros deslocada de seu texto original, recolocada e refocalizada na sala de aula, passando, assim, por transformações que reposicionam o livro didático em relação a outros discursos." (2005, p 193)
Assim as professoras possuem autonomia para adequarem o contexto didático do livro para inserção de seu contexto cultural e local. Focalizando o seu discurso mais próximo das crianças, mostrando as diversidades culturais existentes no país, se em uma região há demasiadamente frio em outra é quente.
Considerações Finais
Participar do processo de escolha dos livros didáticos a serem utilizados na escola durante todo o período proposto é importante para se ter uma ferramenta auxiliadora no processo de alfabetização das crianças. As cartilhas por muito tempo estiveram presentes na alfabetização das crianças, durante décadas, sendo organizadas por métodos tradicionalistas e mecânicos, apoiados pela sistemática da memorização.
Com a modernização nos métodos de aprendizagem e com o avanço do construtivismo, a teoria realiza mudanças nos textos e didáticas dos professores. Apoiada ao construtivismo os livros passam a serem livros cheios de textos que propõem a compreensão dos alunos. Com as inúmeras expansões de editoras para confecção dos livros didáticos há uma preocupação quanto a qualidade que está sendo empregada aos livros, onde estão sendo comercializados sem preocuparem com o processo de alfabetização. De acordo com o MEC os livros são escolhidos de três em três anos, a fim de proporcionar uma mudança nas didáticas, e que com a mudança metodológica faz necessário a mudança, pois o livro escolhido pode ser propício em determinado período.
Professoras tecem críticas aos novos livros de alfabetização, por serem livros bons para crianças que já sabem a ler, são inúmeros textos longos e cansativos que exaustiva as crianças. Há possibilidade de serem professoras tradicionais apoiadas na metodologia de memorização e decoração. Com a abordagem construtivista torna-se importante a mudança nos livros didáticos de alfabetização para que as crianças ao serem alfabetizadas possam não somente escrever, mas também compreender o processo de escrita.
Apesar de serem novos os livros para alfabetização possuem vasto conteúdo e é um instrumento que auxilia o professor no exercício da docência, possibilita aos alunos a construção do conhecimento de forma contextualizada. Há professoras tradicionalistas que não tiveram a oportunidade de trabalhar com as cartilhas de alfabetização, e que gostariam de implementá-las aos alunos, e que mesmo com os livros didáticos seria necessária uma cartilha para complemento da alfabetização.
Como professores formadores, entende-se que a percepção das potencialidades dos alunos deve ser uma das qualidades para instruir e auxiliar na construção do conhecimento, principalmente das crianças que estão imersas no mundo da leitura e escrita, e necessitam aperfeiçoá-la de forma a compreender o processo de leitura e escrita deixando de codificar somente.
Referências
CARVALHO. Marlene. Alfabetizar e letrar Um dialogo entre teoria e a pratica. São Paulo. Editora vozes. 2003.
FRADE. Isabel Cristina Alves da Silva. Escolha de livros de alfabetização e perspectivas pedagógicas do ensino de leitura.____In: BATISTA, Antônio Augusto Gomes. Livros de alfabetização e de português: os professores e suas escolhas. Belo Horizonte, Autentica, 2004.
MORAIS, Artur Gomes de, ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. Novos livros de alfabetização: Dificuldades em inovar o ensino do sistema de escrita alfabética.____In: COSTA VAL, Maria da Graça & MARCUSCHI, Beth (orgs.). Livros didáticos de língua portuguesa: letramento e cidadania. Belo Horizonte, Autentica, 2005.
ROCHA, Elenice. As cartilhas no processo de alfabetização. Revista eletrônica de pedagogia. Faculdades de Ciências Humanas de Garça e editora FAEF, ano V, número 9, São Paulo, 2007. Site http://www.revista.inf.br/pedagogia09/pages/artigos/edic09-anov-art02.pdf, acessado em 13/06/2010.
SOARES, Magda. O que é letramento e alfabetização. Site http://www.moderna.com.br/moderna/didaticos/ef1/artigos/2004/0014.htm. Acessado em 13 de Junho de 2010.
SOARES, Magda Becker. Um olhar sobre o livro didático. Revista pedagógica. v.2,n.12, nov./dez. 1996.
SILVA. Ceris Ribas da, Formas de uso dos novos livros de alfabetização: Por que os professores preferem os métodos tradicionais?. ____In: COSTA VAL, Maria da Graça & MARCUSCHI, Beth (orgs.). Livros didáticos de língua portuguesa: letramento e cidadania. Belo Horizonte: Autentica, 2005.
A escolha do livro didático como objeto de estudo se justifica por ser este um processo importante, sendo o livro a ferramenta que possibilita orientação aos professores, auxiliando os educandos no processo de aquisição da escrita. Dessa forma, a pesquisa tem o objetivo de identificar critérios utilizados pelas professoras da rede pública, na escolha dos livros didáticos de alfabetização, analisando o processo de utilização desses materiais didáticos de alfabetização, bem como as adaptações que são feitas para ajustar a proposta à realidade da sala de aula.
Utilizando a pesquisa qualitativa que é entender os fenômenos, segundo as perspectivas dos participantes da situação estudada, traduzir e expressar os sentidos do mundo social reduzindo a distancia entre teoria e dados, indicador e indicado, entre contexto e ação, assim pretende-se observar as práticas das professoras diante dos novos livros de alfabetização, que antes utilizavam as cartilhas como utensílio de alfabetização.
Buscando uma maior perspectiva de participação e escolha dos novos livros didáticos, para analisar a problemática foram pesquisadas as professoras de alfabetização, nas séries iniciais, da rede estadual e municipal de Montes Claros MG, sendo uma professora de rede estadual e duas da rede municipal, posto que em cada rede de ensino há uma proposta diferenciada.
Houve um impasse na coleta de dados, pois o período em que estava sendo realizada a pesquisa, as professoras da rede estadual de educação encontravam-se em greve, impossibilitando um maior e mais abrangente número de respostas das professoras estaduais. No entanto, foi possível a realização com uma professora da rede estadual, obtendo-se um resultado parcial. Foi pesquisada uma escola estadual e outra municipal, sendo que esta última está em processo de constituição e que após cinco anos de constituição poderá participar do processo de escolha dos livros.
Como instrumento para coleta de dados foi utilizado o questionário, contendo 10 questões fechadas. As professoras foram questionadas sobre escolha e utilização dos manuais didáticos, sendo instigadas a realizarem comparação entre as cartilhas de alfabetização e os novos livros didáticos, se estes são melhores do que as metodologias anteriormente utilizadas, de forma a fazerem avaliação dos novos livros.
Os processos de alfabetização e letramento são importantes para a formação das crianças, essa é a razão para saber quais métodos utilizados, processos didáticos e pensar o que as professoras tem inferido na metodologia utilizada pelo livro de alfabetização.
Contexto sócio-cultural e metodologias das cartilhas de alfabetização
Para compreendermos a metodologia das cartilhas de alfabetização é necessário entendermos o contexto em que estavam inseridas, ou seja, a realidade histórica sócio-cultural vivenciada pelas escolas em diferentes temporalidades. Conforme indicam estudos de Soares (2006), anteriormente no século XIX e início do século XX eram utilizados livros franceses que traziam uma contextualização européia e utilizada para uma especificidade de alunado, que eram oriundos das classes privilegiadas socialmente e culturalmente, sendo que o Brasil passava por sanções advindas da colônia portuguesa. A partir de 1808, com a criação da Imprensa Régia com a chegada da família portuguesa, há a impressão de livros no Brasil, no entanto era ainda uma produção limitada e precária. Por isso é que os textos e livros eram importados. Com a criação das Faculdades de Filosofia, a partir da década de 1930, é que propiciou o aparecimento de autores e editores.
A utilização das cartilhas, que surgiram no Brasil ainda no século XIX, cuja produção se ampliou nos anos 20 do século XX, muitas vezes se estendia por três a quatro décadas, atingindo números surpreendentes de edições e exemplares vendidos, como é o caso da cartilha do povo de Lourenço Filho, que segundo Soares teve sucessivas edições.
A abordagem tradicionalista implica em ensino mecânico e através da memorização, o ensino é centrado no professor que detém todo o conhecimento que deve ser repassado aos alunos. Assim os métodos apoiados no tradicionalismo terminam em métodos que sistematizam a escrita e leitura, recaindo na codificação e recodificação, excluindo sua compreensão.
No início do século XX, as cartilhas utilizavam de métodos sintéticos para alfabetização, como soletração e silabação, sendo métodos tradicionais de ensino. Segundo Carvalho, 2003, “o objetivo maior da soletração é ensinar a combinatória de letras e sons”. A concepção de aprendizagem da criança compreendia em aprender o nome da letra associando a forma visual da escrita, explorando consoante-vogal (ba, na, ma), vogal-consoante (al, ar, na), consoante-consoante-vogal (fla, bla, tra). A leitura era empregada em um segundo momento, sendo considerada difícil para a criança, devendo o professor partir de unidades simples, as letras, demonstrando que quando se juntam formam sons, e as silabas, que unindo forma as palavras, empregado na “Carta do ABC”. O método de silabação partia do pressuposto que a criança aprenderia as silabas para chegar as palavras, ba-be-bi-bo-bu, ta-te-ti-to-tu, va, vê vi, vo, vu, logo apresentando a palavras de três letras (vai, viu, vou), e algumas pequenas sentenças como “vovó viu a ave”, “vovô vê o ovo”, e outras do gênero, a exemplo a Cartilha da Infância, Galhardo (1979). Ambos métodos segundo Carvalho (2003) ainda são empregados no início do século XXI, encontrado em alguns livros como o livreto “Método ABC”. Os métodos são tradicionalistas, por considerar um método de memorização e mecanização, onde se dá por associação visual e auditiva, sendo de forma mecanizada, não concedendo importância para a significação.
O método de “A casinha feliz”, criado da década de 50 e amplamente em uso, utiliza-se da sentenciação, apoiando na criatividade e livre expressão das crianças. Quando Meirelles percebeu que as crianças esqueciam frases e palavras, devido ao fato de ficar alguns dias sem vê-las, ocorreu uma mudança, iniciou a apresentação das letras com personagens de uma história: papai(p), mamãe(m), neném(n), ratinho(r). Ainda assim, remeteu-se ao método de silabação, decorando as combinações de consoantes com vogais.
Com o movimento da Escola Nova no final do século XIX, inspirou transformações nas praticas educativas, assim o método global ganha força, objetivando a criança ter uma visão global de um texto e depois partir para os detalhes.
Apresentada a história completa, o texto é desmembrado em frases ou orações, que a criança aprende a reconhecer globalmente e a repetir, numa espécie de pré-leitura. A seguir, vem a etapa de reconhecimento das palavras (em geral, certas palavras aparecem repetidas vezes, o que facilita a memorização). Depois disso é que alcança a etapa de divisão das palavras em silabas e finalmente a composição de novas palavras com as sílabas estudadas. (Carvalho, 2003)
O método de contos, é analítico, não chegou a ser aplicado em ampla escala no Brasil, mas com apoio do governo do estado de Minas Gerais, Lúcia Casasanta, grande divulgadora do método, implantou largamente no estado. O método não previa a utilização de livro didático, contudo as alunas de Casasanta produziram o pré-livro “livro de Lili”, de Anita Fonseca, usado três décadas no estado, deixou de ser editado a partir da década de 60.
Segundo Morais e Albuquerque (2005), as cartilhas eram utilizadas como meio de alfabetização sistemática e mecânica, sendo totalmente tradicionalista, que posteriormente, já na década de 1990, passa a ser criticada pelos defensores da metodologia construtivista. As crianças eram submetidas à aprendizagem por memorização das informações prontas e as relações som-grafia.
Não podemos ignorar o conhecimento que as crianças já trazem de suas vivências em sociedade, pois elas têm noções, já que se é membro de uma sociedade letrada. Antes de entrar na escola ela já vem tendo contato com a escrita, pois convivem com propagandas, panfletos, outdoors, entrem outros. Porém quando falamos em alfabetização com cartilhas a situação é bem diferente, pois as cartilhas davam ênfase a decodificação l e grande importância ao abecedário, sendo a leitura feita através de exercícios de decifração de palavras, em que os alunos aprendiam as relações entre sons e letras seguindo a ortografia da época. Com as cartilhas a escola não conseguia alfabetizar mais de 50% de seus alunos. (ROCHA, 2007)
Em relação à questão, as professoras da rede municipal que investigamos afirmam que as cartilhas são pobres em conteúdos, não exploravam o contexto do aluno, priorizando somente a decoração e a decifração da escrita. Ao contrário, a professora da rede estadual afirma que as cartilhas possuem efeito no início da alfabetização, e que ela gostaria de as utilizar junto ao livro didático como meio para melhoria da alfabetização dos seus alunos. Todas as professoras concordam que o conteúdo das cartilhas eram “vazios”, longe da realidade dos alunos, reforçando a mecanização da atividade de leitura.
Segundo Morais e Albuquerque, as cartilhas “do ponto de vista psicolinguístico partia-se invariavelmente de uma visão adultocêntrica sobre o que é fácil ou difícil para o aprendiz” (2005 p211). O professor sabia quando e como seria a continuidade do processo de alfabetização, de acordo com as competências de seus alunos, em sua perspectiva.
Concepções e abordagens dos novos livros de alfabetização
Segundo Soares, para uma nova inserção das novas gerações na sociedade, os livros didáticos possuem papel importante para aquisição dos saberes escolares, pois estão formados em currículos. “Na escola o saber para ser ensinado, apreendido, avaliado sofre um processo de seleção, segmentação, organização em sequências progressivas, em síntese, didatizado, escolarizado.” (1996, p55). Daí a importância de a escola fazer escolha de livros adequados, que escolarizam conteúdos importantes para a formação dos alunos.
Sobre a questão, em nossa atividade de pesquisa, constatamos que o processo de escolha dos livros didáticos alfabetizadores é diferente entre as redes públicas de ensino. A escolha na escola estadual é feita juntamente com os professores, coordenadores e especialistas da educação, tendo um apoio pedagógico no processo. Na escola municipal as professoras disseram que a escola foi criada em 2007, e ainda não participa do processo de escolha dos livros, sendo que, conforme informado pelas professoras, é com cinco anos de constituição que se inicia essa participação.
A decadência da composição do livro didático é crescente segundo Soares (1996), por haver crescido o número de editoras que propõem em editar e confeccionar os livros. Nesse sentido, a autora considera que, se no início do século XX, os livros eram produzidos por autores ilustres, hoje, a autoria é de professoras das séries iniciais, assim modificando a formatação e os processos de didatização dos conteúdos. E com a expansão de alunos nas escolas, a democratização do ensino e a diminuição dos anos para utilização dos livros, os autores das cartilhas direcionaram o seu foco para outras tendências, ficando a cargo de professores e de poucos autores para a construção de conteúdos para os novos livros.
As professoras são as melhores pessoas para saberem qual a metodologia utilizada em sala de aula e, sobretudo, conhecem o contexto seja social, econômico ou cultural dos alunos. As professoras da rede estadual e municipal concordam que os novos livros não se adequam a realidade dos seus alunos.
As professoras municipais concluem que os conteúdos necessitam de serem adaptados e que algumas atividades ou textos as deixam “perdidas”. Como confirma Silva as professores procuram “adaptar as propostas dos livros de alfabetização às suas experiências com o ensino da língua escrita ora complementar a proposta do livro didático, tendo em vista as necessidades de aprendizagem que vão detectando em seus alunos e as limitações encontradas nas propostas pedagógicas dos livros” (2005, p187). A professora estadual diz ser tradicionalista e acredita que não deveria ser trabalhado somente com o livro, contudo apresenta que deveria ser usado como apoio ao trabalho docente.
Esse posicionamento da professora pode ser entendido no contexto da democratização do ensino, da expansão do alunado nas escolas e da depreciação da função docente, que leva as professoras a terem pouco tempo disponível para planejar sua atuação em sala de aula. Soares afirma que “isso obriga os professores a buscar estratégias de facilitação de sua atividade docente – uma delas é transferir ao livro didático a tarefa de preparar aulas e exercícios” (1996, p62). Com o uso das cartilhas os professores que investigamos buscavam meios para realização de exercícios. Com os livros didáticos os professores apoiam no que está pronto e às vezes tendem a mudar os exercícios, cabendo a preocupação relativa a qual qualidade está sendo empregada nessas escolhas e substituições feitas.
Segundo Frade, os professores utilizam os livros como material complementar, pois utilizam diversos modos e conjunto de métodos que contrapõem a didática individual e criam certo paradoxo: “alguns professores reconhecem que há livros de alfabetização para ler e livros de alfabetização para ensinar a ler e preferem os segundos” (2004, p182). Demonstrando assim a responsabilidade com a qualidade do ensino.
A respeito da qualidade dos livros utilizados pelas professoras, somente a professora da rede estadual pode avaliar, qualificando-o positivamente. Na concepção da professora, o que tem faltado aos livros é o “conteúdo que a gente necessita na alfabetização, que é o conteúdo das cartilhas”. A professora não explicitou realmente que tipo de conteúdo é esse, por se considerar tradicionalista, possivelmente acredita que a memorização seja o processo melhor para a aquisição da escrita. As professoras municipais não possuem livros em sua escola devido ao processo de constituição do estabelecimento ter sido em 2007, e somente após cinco anos estaria no processo de escolha dos livros. Desse modo, as professoras não puderam avaliar e utilizam conteúdos e atividades selecionadas de diversos livros.
Quanto ao ensino de crianças, diferentes estudos tem apontado que professores das series iniciais não seguem fielmente as propostas dos novos livros didáticos de alfabetização ou de português. Criticando os novos LD por não investirem no ensino do sistema de escrita alfabética, os professores pesquisados por Araújo (2004) e Oliveira (2004), preferiam definir sua própria sequência de conteúdos e estratégias de ensino, recorrendo, para tal, a variados LD e outras fontes como sugestões de colegas, práticas já experimentadas previamente, que lhes inspiravam mais segurança”. (MORAIS e ALBUQUERQUE, 2005,p207)
Os professores que investigamos criticam a produção dos livros, que é realizada no centro-sul do país, desconsiderando a abrangência e especificidade da cada região, sendo utilizados textos para contemplar as culturas e costumes locais. Segundo Silva,
"selecionar é uma estratégia de natureza específica do trabalho escolar, do discurso e da mensagem que são produzidos pela escola. Essa estratégia adotada pelos profissionais participantes da pesquisa indica-nos como a proposta dos livros deslocada de seu texto original, recolocada e refocalizada na sala de aula, passando, assim, por transformações que reposicionam o livro didático em relação a outros discursos." (2005, p 193)
Assim as professoras possuem autonomia para adequarem o contexto didático do livro para inserção de seu contexto cultural e local. Focalizando o seu discurso mais próximo das crianças, mostrando as diversidades culturais existentes no país, se em uma região há demasiadamente frio em outra é quente.
Considerações Finais
Participar do processo de escolha dos livros didáticos a serem utilizados na escola durante todo o período proposto é importante para se ter uma ferramenta auxiliadora no processo de alfabetização das crianças. As cartilhas por muito tempo estiveram presentes na alfabetização das crianças, durante décadas, sendo organizadas por métodos tradicionalistas e mecânicos, apoiados pela sistemática da memorização.
Com a modernização nos métodos de aprendizagem e com o avanço do construtivismo, a teoria realiza mudanças nos textos e didáticas dos professores. Apoiada ao construtivismo os livros passam a serem livros cheios de textos que propõem a compreensão dos alunos. Com as inúmeras expansões de editoras para confecção dos livros didáticos há uma preocupação quanto a qualidade que está sendo empregada aos livros, onde estão sendo comercializados sem preocuparem com o processo de alfabetização. De acordo com o MEC os livros são escolhidos de três em três anos, a fim de proporcionar uma mudança nas didáticas, e que com a mudança metodológica faz necessário a mudança, pois o livro escolhido pode ser propício em determinado período.
Professoras tecem críticas aos novos livros de alfabetização, por serem livros bons para crianças que já sabem a ler, são inúmeros textos longos e cansativos que exaustiva as crianças. Há possibilidade de serem professoras tradicionais apoiadas na metodologia de memorização e decoração. Com a abordagem construtivista torna-se importante a mudança nos livros didáticos de alfabetização para que as crianças ao serem alfabetizadas possam não somente escrever, mas também compreender o processo de escrita.
Apesar de serem novos os livros para alfabetização possuem vasto conteúdo e é um instrumento que auxilia o professor no exercício da docência, possibilita aos alunos a construção do conhecimento de forma contextualizada. Há professoras tradicionalistas que não tiveram a oportunidade de trabalhar com as cartilhas de alfabetização, e que gostariam de implementá-las aos alunos, e que mesmo com os livros didáticos seria necessária uma cartilha para complemento da alfabetização.
Como professores formadores, entende-se que a percepção das potencialidades dos alunos deve ser uma das qualidades para instruir e auxiliar na construção do conhecimento, principalmente das crianças que estão imersas no mundo da leitura e escrita, e necessitam aperfeiçoá-la de forma a compreender o processo de leitura e escrita deixando de codificar somente.
Referências
CARVALHO. Marlene. Alfabetizar e letrar Um dialogo entre teoria e a pratica. São Paulo. Editora vozes. 2003.
FRADE. Isabel Cristina Alves da Silva. Escolha de livros de alfabetização e perspectivas pedagógicas do ensino de leitura.____In: BATISTA, Antônio Augusto Gomes. Livros de alfabetização e de português: os professores e suas escolhas. Belo Horizonte, Autentica, 2004.
MORAIS, Artur Gomes de, ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. Novos livros de alfabetização: Dificuldades em inovar o ensino do sistema de escrita alfabética.____In: COSTA VAL, Maria da Graça & MARCUSCHI, Beth (orgs.). Livros didáticos de língua portuguesa: letramento e cidadania. Belo Horizonte, Autentica, 2005.
ROCHA, Elenice. As cartilhas no processo de alfabetização. Revista eletrônica de pedagogia. Faculdades de Ciências Humanas de Garça e editora FAEF, ano V, número 9, São Paulo, 2007. Site http://www.revista.inf.br/pedagogia09/pages/artigos/edic09-anov-art02.pdf, acessado em 13/06/2010.
SOARES, Magda. O que é letramento e alfabetização. Site http://www.moderna.com.br/moderna/didaticos/ef1/artigos/2004/0014.htm. Acessado em 13 de Junho de 2010.
SOARES, Magda Becker. Um olhar sobre o livro didático. Revista pedagógica. v.2,n.12, nov./dez. 1996.
SILVA. Ceris Ribas da, Formas de uso dos novos livros de alfabetização: Por que os professores preferem os métodos tradicionais?. ____In: COSTA VAL, Maria da Graça & MARCUSCHI, Beth (orgs.). Livros didáticos de língua portuguesa: letramento e cidadania. Belo Horizonte: Autentica, 2005.
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